Love Each Day... carefully!
"O melhor suspense de horror desde Alien!" - Movie.com
Sarah é uma mulher feliz. Está casada, tem uma filha a quem ama mais que tudo no Mundo. Tem amigas com quem pode contar em todos os momentos... É um verdadeiro retrato de uma m
ulher britânica com uma vida estabilizada. Sempre que possível ela se reúne às amigas para realizar passeios, ou praticar esportes radicais. Num desses passeios ela vai com a família e na volta ao hotel sofrem um acidente que tira a vida de seu marido e herdeira. Olhando uma história dessas o que se pensa que virá a seguir será um filme de drama, onde a protagonista em questão deverá superar os traumas e dar a volta por cima. Sim, ela deverá se esforçar pra conseguir isso até o final do filme, mas o gênero que temos aqui passa longe do drama. Como o (péssimo) título traduzido denuncia: Abismo do Medo é um terror. No melhor sentido da palavra, claro. O suspense e a sensação intensa de claustrofobia surgem quando ela e suas amigas decidem explorar uma caverna.
Não, ele não apresenta nada, ou quase nada de novo ao gênero. O que chama atenção nele é justamente a quebra de um padrão, uma convenção que vemos em quase todas as películas de terror. Não há um homem valentão, metido a esperto. Tampouco há um homem após a morte do esposo de Sarah. O filme também não entrega de bandeja quem será mais detestável, as personagens não são estereotipadas! Ninguém ali é uma heroína ou vilã. Eventualmente cada uma, ou ao menos a maioria, fará o telespectador sentir raiva. Claro que há um susto fácil aqui e acolá, mas que filme de terror é filme de terror sem eles?
Outra coisa que me chamou atenção foi o elenco. Não
conhecia nenhuma das meninas e todas me pareceram bem convincentes! Principalmente Shauna McDonald! Sua Sarah por vezes me lembrou a inesquecível Beatrix Kiddo de Uma Thurman. Principalmente quando revela-se uma guerreira dentro da caverna (em particular na cena na qual câmera focaliza seus olhos, onde podemos ver o ódio iminente).
Para
curtir o filme: desligue-se da realidade, da frescura, da trivialidade e da DUBLAGEM (tive o desprazer de assisti-lo assim com um grupo de amigos! Há poucas dubladoras realmente experientes, mas as vozes também não se encaixam. Cecília Lemes – a eterna chiquinha - que eu gosto, dubla geralmente Meg Ryan, Kate Blanchet, mulheres acima dos 40... Aqui ela dubla Natalie Mendoza – a Juno, ao lado - que parece ter menos de 30, soa muito estranho). Aliás, quanto menos expectativas forem criadas em torno dele melhor! Se você é do time dos que querem cinema com mensagem bonitinha, significado profundo, ou filme de terror convencional, passe longe.
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Trailer de Abismo do Medo


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