terça-feira, 13 de novembro de 2007

Love Each Day... carefully!

"O melhor suspense de horror desde Alien!" - Movie.com

Sarah é uma mulher feliz. Está casada, tem uma filha a quem ama mais que tudo no Mundo. Tem amigas com quem pode contar em todos os momentos... É um verdadeiro retrato de uma mulher britânica com uma vida estabilizada. Sempre que possível ela se reúne às amigas para realizar passeios, ou praticar esportes radicais. Num desses passeios ela vai com a família e na volta ao hotel sofrem um acidente que tira a vida de seu marido e herdeira. Olhando uma história dessas o que se pensa que virá a seguir será um filme de drama, onde a protagonista em questão deverá superar os traumas e dar a volta por cima. Sim, ela deverá se esforçar pra conseguir isso até o final do filme, mas o gênero que temos aqui passa longe do drama. Como o (péssimo) título traduzido denuncia: Abismo do Medo é um terror. No melhor sentido da palavra, claro. O suspense e a sensação intensa de claustrofobia surgem quando ela e suas amigas decidem explorar uma caverna.

Não, ele não apresenta nada, ou quase nada de novo ao gênero. O que chama atenção nele é justamente a quebra de um padrão, uma convenção que vemos em quase todas as películas de terror. Não há um homem valentão, metido a esperto. Tampouco há um homem após a morte do esposo de Sarah. O filme também não entrega de bandeja quem será mais detestável, as personagens não são estereotipadas! Ninguém ali é uma heroína ou vilã. Eventualmente cada uma, ou ao menos a maioria, fará o telespectador sentir raiva. Claro que há um susto fácil aqui e acolá, mas que filme de terror é filme de terror sem eles?

Outra coisa que me chamou atenção foi o elenco. Não conhecia nenhuma das meninas e todas me pareceram bem convincentes! Principalmente Shauna McDonald! Sua Sarah por vezes me lembrou a inesquecível Beatrix Kiddo de Uma Thurman. Principalmente quando revela-se uma guerreira dentro da caverna (em particular na cena na qual câmera focaliza seus olhos, onde podemos ver o ódio iminente).

Para curtir o filme: desligue-se da realidade, da frescura, da trivialidade e da DUBLAGEM (tive o desprazer de assisti-lo assim com um grupo de amigos! Há poucas dubladoras realmente experientes, mas as vozes também não se encaixam. Cecília Lemes – a eterna chiquinha - que eu gosto, dubla geralmente Meg Ryan, Kate Blanchet, mulheres acima dos 40... Aqui ela dubla Natalie Mendoza – a Juno, ao lado - que parece ter menos de 30, soa muito estranho). Aliás, quanto menos expectativas forem criadas em torno dele melhor! Se você é do time dos que querem cinema com mensagem bonitinha, significado profundo, ou filme de terror convencional, passe longe.



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Trailer de Abismo do Medo



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